Paralisar para não parar

Depois da ameaça de congelamento dos salários, docentes se mobilizam e governo garante aumento

Josafá Lucas Rohde

Depois de quase ter seus salários congelados, professores da Universidade Federal de Santa Maria, a UFSM, aprovaram indicativo de greve na última quarta-feira, dia 24. A assembléia também serviu para debater a proposta do governo, de reajuste em 4% sobre os salários do funcionalismo público.

Depois de debate entre professores e a Seção Sindical dos Docentes da UFSM (SEDUFSM), a categoria decidiu por aceitar a proposta governamental. O atual coordenador de Engenharia Florestal, da UFSM campus de Frederico Westphalen, Edson Cantareli, afirmou que com o aumento, os professores o SEDUFSM se mostraram satisfeitos com a resposta do governo sobre as constantes ameaças de greve.

No dia seguinte, quinta-feira, o governo afirmou que a proposta foi mal interpretada, e o aumento não incide sobre a retribuição por título, a RT, apenas sobre o salário base. A “interpretação” do governo causou alvoroço entre docentes e sindicato da UFSM. Edson Cantareli diz que “a postura do governo causou indignação e agora a ameaça de greve continua”.

Na sexta o governo voltou atrás, e garantiu que a partir de março de 2012, a incorporação da Gratificação Específica do Magistério Superior (Gemas); a incorporação da Gratificação Incorporação da Gratificação de Atividade Docente de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Gedbt); a correção de 4% na tabela para os docentes da carreira de ensino superior e da Ebtt, incidindo também sobre a RT, a partir de março de 2012.

Para o Professor de jornalismo da UFSM campus de Frederico Westphalen, Luis Fernado Rabello Borges, “a greve não viria em bom momento, eu não vejo motivos para se fazer uma greve”. Ele justifica que a paralização prejudicaria o andamento da universidade.

A estudante de jornalismo da UFSM campus de Frederico Westephalen, Samantha Schreiber  diz que a greve a prejudicaria, “pois vou ter que continuar pagando apartamento e tendo gastos mesmo sem estar estudando, pois moro longe”.

No dia 1º de setembro, a SEDUFSM reabre a assembleia permanente, que havia sido aprovada. A plenária inicia às 16h, no auditório Sérgio Pires, prédio 17, no campus da UFSM. A discussão pretende avaliar o acordo com o governo, assinado sexta, 26, em Brasília, pelo ANDES – Sindicato Nacional.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s