O futuro depende deles, mas e o futuro deles, a quem pertence?

“Desafiante, preocupante e angustiante” são os sentimentos que movem os professores até as salas de aulas atualmente

Aline Martins

Gostar da profissão, esse é o principal argumento para professores continuarem dentro das salas de aula (fonte: DIário do Nordeste)

Cotidianamente estamos acostumados a ver na mídia a agressividade que se implantou dentro das salas de aulas do país. Desrespeito, violência e abuso entre tantos outros fatores fazem com que professores, ao invés  de usar o incentivo da interação, se protegem, se acuam, rendem-se ao medo.

Interesse. É por falta dele que, muitos professores, da rede pública deixam o desânimo tomar conta de suas aulas e até mesmo de seus métodos de ensino.  Os alunos além de não os valorizar, não têm mais o respeito que um dia se teve pelos docentes.  “Desafiante, preocupante e angustiante” assim que o professor de filosofia Aires Zitkoski define o magistério em nossos dias.

As novas mídias permitem que os estudantes busquem o conhecimento por si próprio, porém, muitos não as usam para essa finalidade. A autonomia de aprendizagem proporciona uma maior liberdade na busca de conhecimento, mas também faz com que o aluno não veja mais a escola como principal meio educador. Além disso, a preferência por coisas mais interessantes como relações interpessoais, faz com que a sala de aula não seja o grande atrativo da juventude atual. Estuda-se por obrigação e, em alguns casos, para garantir benefícios cedidos pelo governo, como bolsa escola por exemplo.

A desvalorização profissional se torna um dos grandes motivos da baixa procura pelos cursos de licenciatura, muitos até começam, porém não concluem, trabalhar muito e ter baixa remuneração não é atrativo para ninguém!

O diretor acadêmico da Associação Educacional Leonardo da Vinci, Francisco Fronza, também acredita que a desvalorização profissional dos professores interfere diretamente na procura pela formação acadêmica dos licenciados. Os cursos presenciais de licenciatura na instituição foram extintos porque recebiam, em média, inscrições de 12 interessados por semestre. Agora, quem quiser ser professor terá de aprender a distância. Fronza argumenta que isso barateia os custos para o estudante, que não precisa ir todos os dias até a faculdade, e para a Uniasselvi, que não tem que oferecer estrutura diariamente para as aulas.

E com tantos problemas encontrados, nos perguntamos: o que faz com que esses profissionais continuem no mercado e ainda consigam manter essa profissão, que a cada dia parece estar mais escassa? Eis que surge a resposta: eu gosto do que eu faço. O problema será se novos sonhadores não gostarem mais.

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