Os desafios e exigências do primeiro emprego

Estágios, agências de emprego e boas relações diminuem os obstáculos para dar inicio a vida profissional

Dieison Marconi

A carteira de trabalho é o passaporte para o primeiro emprego (fonte: Turista Malemolente)

A troca dos bancos das universidades ou do ensino técnico pelo primeiro cargo no mercado de trabalho não é uma tarefa simples. Os jovens que terminam a graduação e têm de conquistar o primeiro emprego, recaem no dilema de que não basta somente ter uma boa formação, mas também é preciso experiência  profissional  para garantir seu espaço  no  competitivo  mercado  de trabalho. Dessa forma estágios obrigatórios, agências de empregos e programas governamentais ligados a preocupação com a empregabilidade, contribuem para a conquista do primeiro emprego.

Frederico Westphalen que atualmente agrega quatro universidades, tornou-se, além de uma cidade universitária, um mercado de trabalho competitivo e exigente.   Diante dessa realidade, o Centro de Interação Empresa-Escola (CIEE) em Frederico Westphalen, há vinte anos vem agenciando estudantes que estão a procura de estágios e respectivamente, a procura do primeiro emprego.  Segundo o centro, nas últimas duas décadas, dos 8000 jovens inscritos, 4.200 já conquistaram seu espaço no mercado de trabalho.  O CIEE Frederico Westphalen atende vários municípios da região, com 160 empresas conveniadas e agencia estudantes dos níveis médio, técnico e superior.

Além das agenciadoras de emprego, o estágio, por vezes exigido pelos próprios  cursos ao  final  da graduação,  é um bom caminho   para  chegar  ao  primeiro emprego.   Vanessa Ayala, estudante de  Relações  Públicas da Universidade Federal de Santa Maria, Campus de Frederico Westphalen,   acredita  que é nesse  momento  que o estagiário  tem chances de  ganhar  experiência profissional  e assim, ser efetivado na empresa.  Mas para  Andrieli da Luz, que  em agosto  deste ano formou-se  no Técnico em Secretariado  no colégio José Cañellas,  tão importante quanto o estágio,  é  manter um  relacionamento com pessoas que compartilham o  mesmo interesse, como amigos, diretores,  professores, empresários, colegas. O chamado networking pode ser  uma porta de entrada  para a carreira profissional, pois  assim o  estudante  conhece mais pessoas e  tem chance  de  ser indicado a empregos  que se enquadram em seu perfil.

Mas a inserção do jovem no mercado de trabalho também gera incentivos  federais, como  o Programa  Nacional de Estímulo ao Primeiro emprego (PNPE), o qual  funciona desde 2004 . O PNPE incentiva empresas  conveniadas   a contratarem jovens, seja por responsabilidade  social ou por  incentivos  financeiros.  Neste caso, a empresa  pode receber  uma  contribuição  financeira  anual a cada  vaga  criada.   Os estudantes interessados em se inscrever no programa  devem procurar  uma delegacia regional do trabalho portando  carteira  de trabalho e comprovante  de escolaridade.  Os pré-requisitos para participar do programa, são: não ter vínculo empregatício anterior, ser membro de família com renda per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo e estar cursando ensino fundamental, médio ou cursos de educação de jovens e adultos.

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