Estudo revela: Estudantes com mais amigos no Facebook são mais inteligentes

Pesquisa realizada na Inglaterra sugere que redes sociais alterem nosso cérebro

Josafá Lucas Rohde

Uma pesquisa realizada em Londres na University College of London, UCL, revela que estudantes que têm maio número de amigos no Facebook têm o cérebro maior em algumas partes, inclusive na massa cinzenta. O estudo vem em contrapartida a hipóteses de que gastar o tempo com redes sociais e internet pode ser algo negativo para o desenvolvimento do indivíduo.

Através de sistemas de ressonância magnética, 125 estudantes da universidade tiveram seus cérebros analisados. Os cientistas descobriram que existe forte conexão entre o número de amigos que uma pessoa tem no Facebook e o volume de massa cinzenta na amídala cerebral, no sulco temporal superior direito, no giro temporal médio esquerdo e no córtex entorrinal direito. A massa cinzenta é a camada de tecido cerebral na qual ocorre o processamento mental.

Os universitários estudados tinham em média 300 amigos no facebook, enquanto o mais conectados chegavam a 1000 (Fonte: Facebook)

O estudante de Engenharia Florestal, da Universidade Federal de Santa Maria, Campus de Frederico Westphalen, Vinicius Barth, tem atualmente 411 amigos no site, e afirma que faz em média 7 novos amigos por semana na rede. Ele declarou que se sente mais inteligente à medida que seus amigos aumentam, pois recebe “muitas informações via face, e consigo fazer contatos com universitários de vários cantos do país, e trocar ideias, sem falar dos ótimos textos e vídeos que leio e assisto diariamente, que meus amigos postam”, logo estes conteúdos aumentam em potencial com o aumento de amizades.

Já a estudante de fisioterapia da Universidade Comunitária da Região de Chapecó, Vanessa Degregoria, diz que não pode afirmar que fica mais inteligente com a rede. Segundo ela, “o Facebook foi uma maneira utilizada para entretenimento, ou até uma forma de contato com colegas de faculdade”. Porém, a acadêmica explica que a rede melhora a comunicação, “através do face divulgo eventos, e inclusive meus professores divulgam na rede quando mandaram e-mail”.

Um dos primeiros autores da pesquisa, Ryota Kanai, da UCL, afirma que “a questão que entusiasma é determinar se essas estruturas mudam ao longo do tempo, o que nos ajudará a descobrir se a Internet está mudando os nossos cérebros”.

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