Literatura, música, cinema e “amor do mal do século” na XXIX Feira do Livro de Frederico Westphalen

A diversidade de trabalhos apresentados no segundo dia da Feira do Livro conquistou e emocionou o público frederiquense

Dieison Marconi

Apesar do quórum do público que compareceu neste segundo dia da vigésima nona feira do livro de Frederico Westphalen ter sido notavelmente inferior ao do primeiro dia, o evento poetizou o ultra romantismo de Álvares de Azevedo, passando por histórias de vida transformadas em livro, exibindo cinema em praça pública e debatendo poemas de Cora  Carolina. O evento teve inicio às 21 horas e a diversidade de trabalhos apresentados foi bem recebida e emocionou o público que concentrou-se  em alunos do Núcleo de Ensino de Jovens e Adultos (NEJA), Educação de Jovens e Adultos (EJA) alunos do ensino médio, acadêmicos e demais apreciadores do evento.

Álvares Azevedo por Benedito Saldanha( fonte: Camila Souza)

A feira iniciou evocando a poesia de Álvares de Azevedo por meio de um sarau poético musical, onde as poesias do poeta da segunda geração romântica ou da geração do mal do século era intercalada por músicas que entoavam o mesmo tema: o amor. O sarau foi organizado por Benedito Saldanha, escritor e presidente do Pathernon Literário de Porto Alegre, o qual também fez o lançamento do livro Álvares de Azevedo de bolso e cedendo autógrafos para o público: “Álvares de  Azevedo foi o poeta da minha infância, foi o poeta que me fez gostar de poesia, então já havia ideia de fazer uma homenagem pra ele, mas que chegasse a novas gerações”. Diz Paulo, ressaltando também que o formato poket do livro tem por objetivo agradar as novas gerações de leitores. As poesias de Álvares de Azevedo também foram declamadas pelo escritor e poeta Paulo Badacênio e acompanhadas pela música de Bira Junior.

Num segundo momento, o escritor Jorge Martins participou de um bate-papo com o público sobre seu livro Meu nome é Jorge, no qual o autor narra sua história de vida. Durante a conversa com o escritor, o público se emocionou com a história de um menino de rua que enfrentou todas as dificuldades econômicas e sociais como fome, agressões, prisão e abandono, mas também resistindo a prostituição e ao uso de drogas, menino que naquele momento era um escritor contando sua própria história sem ressentimento ou mágoa. A enfermeira do Colégio Agrícola de Frederico Westphalen, Denize Batista ressaltou que a conversa com o escritor Jorge Martins também tocou em situações que Frederico Westphalen também enfrenta: “eu pensei bastante no meu trabalho, pois como enfermeira em uma escola, convivo bastante com adolescentes e já vi muitas histórias parecidas. Na verdade existem milhares de vidas como essas por  aí.”

O terceiro momento foi marcado pela exibição de curtas metragens pelo diretor de cinema Nicanor do Santos, e após isso houve o relato de experiência- praticas do EJA, com a professora Adriana Scherner por meio de atividades interativas a partir dos poemas  da escritora goiana Cora Coralina. O Segundo dia de Feira acabou por volta das 22 horas devido a uma hora de atraso provocada número inexpressivo do público que  foi aumentando gradativamente ao longo da noite.

No terceiro dia de feira, o público vai poder continuar aproveitando o sarau de poesia musical e também poderão participar de um bate papo com o jornalista Juremir Machado com posterior sessão de autógrafos.

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