Sem proposta do governo, professores gaúchos continuam em greve

Em assembléia realizada ontem, professores decidem continuar com a greve da categoria

Aline Martins

Professores revindicam lei do piso nacional (fonte: Aline Martins)

A greve dos professores estaduais do Rio Grande do Sul, que começou na última segunda, 21, continua sem acordo com o governo estadual.  Em assembléia realizada ontem, na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, professores decidem continuar com a Greve por não haver uma proposta de reajuste salarial por parte do governo.

A categoria reivindica o reinício das negociações. O CPERS (Sindicato que representa os professores estaduais) cobra o imediato cumprimento da lei do piso nacional, criada pelo próprio Governador Tarso Genro enquanto Ministro da Educação no ano de 2008, de R$ 1.187 para aqueles que trabalham 40 horas semanais. Hoje os professores recebem aproximadamente R$ 800 pela mesma jornada.

Segundo o diretor do CPERS de Frederico Westphalen, Ailton Solano Costa de Lima, no município 6 escolas aderiram a manifestação . O que gera insatisfação para os alunos que já estão entrando em período de férias, sobre isso o diretor argumenta: “Talvez pra sociedade, para os pais de alunos essa decisão esteja dando muito transtorno, mas nós estamos muito tranquilos em relação a tomada dessa decisão, por que em qualquer época do ano seria problema”.

A questão da reestruturação do ensino médio, com um projeto de ensino médio politécnico, defendida pelo governo do estado, também ganhou visibilidade nas reivindicações dos professores, que alegam não ser uma opção e sim uma imposição frente aos alunos. A diretora da Escola Estadual de Ensino Médio Cardeal Roncalli, Cidene Buzato, fala da arbitrariedade dessa decisão: “Eu como diretora de escola penso que essa imposição que eles estão fazendo desse ensino médio politécnico é muito arbitrária, eles não podem impor o ensino médio dessa forma, mas sim dar uma opção ao aluno”.

Em nota oficial, a Secretaria de Educação afirmou que está aberta ao diálogo com os professores, mas que não tem como apresentar uma proposta para o pagamento imediato do piso, que tem um impacto de R$ 1,7 bilhão aos cofres públicos. De acordo com a secretaria, o governo assumiu o compromisso de pagar o piso de forma gradual até 2014.

O Cpers promove nesta sexta-feira mais uma rodada de discussões internas e manifestações.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s