De 5ª a 8ª: Bullying, puberdade, amores e rock n’ roll?

Josafá Lucas Rohde

Terminadas as séries iniciais, dado momento de seguir para o ensino fundamental, então é hora de “virar gente grande”. É algo parecido como passar do ensino médio para o superior. É quando você espera entrar para “galera legal” da escola, e com sorte, conseguira, logo, ser respeitado. Quando isso acontece, que bom, quando não acontece, bem vindo ao grupo dos CDFs, ou na pior das hipóteses, você fará parte dos excluídos, os ditos “não fede não cheira”.

É nessa época também que surgem os primeiros amores, e que você descobre a puberdade. Confundem-se no imaginário a vontade de beijar com a vontade de ter a primeira relação sexual. Há um misto de aulas de ciências, agora na sétima série, com livros detalhando partes do corpo, usados inclusive, como “revistas eróticas”. Isso, até o tio “legal” da família dar a primeira revista com curvas volumosas. O conteúdo provavelmente fará parte dos sonhos e pesadelos da adolescência, que já começou.

É na sétima série que o povo enlouquece, quem não se achava, fica de vez perdido, quem era CDF, legitima, quem era excluído, agora é vítima de bullying. Nessa fase, no fundo da sala de aula a conversa na disciplina de biologia é sobre a “professora gostosa”. Nesse período que os sentimentos de raiva, culpa, amor, e também, vontades provocadas pela revolução hormonal, dão ao adolescente um gostinho do que é crescer. Agora “eu sou dono da verdade, odeio meus pais”, (sim, permanece por mais alguns anos) se torna o lema do indivíduo, que se acha adulto e preparado para de enfrentar tudo e todos. Iludido?

Entretanto, tudo isso para aqueles que passam de ano, acentua-se na oitava série, ou pode piorar. Ah, a oitava, “agora estou quase no ensino médio, logo: festas, mulheres, bebidas”, sonha né?! Acabou a oitava: Formatura, pai, mãe, vó… Todo mundo orgulhoso, filho passou pela primeira etapa de aprendizado, mas eles não sabem que as bebidas, festas, conselho tutelar, aulas “matadas”, podem sim se tornar realidade. E de novo você pensa: “agora vou ser gente grande”, sonha né?!

*Essa semana o Segunda Chamada soltou a pena! Cada um dos nossos repórteres ficou livre para compartilhar vivências e opiniões sobre os diferentes momentos de aprendizado. Mas o caro leitor pode estar se perguntando: da onde? Bom, da onde surgem todos os pensamentos e, como bem já disse o mestre Machado (de Assis), de como nasce uma crônica:

Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e la glace est rompue está começada a crônica (Nascimento de uma crônica, Machado de Assis).

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